O tédio pós-configuração

Desde criança eu sempre joguei Super Mario nos emuladores. Especificamente, minhas versões favoritas são Super Mario Bros 3 e Super Mario World, ambos de SNES (eu não sou apegado a versão de NES do SMB3). Mas, recentemente, eu venho notando que eu não gosto tanto assim de Super Mario...

Crescer é mudar, mas eu não consigo ver em mim o que mudou nos jogos. Eu sempre fui preguiçoso pra terminar qualquer jogo, sempre larguei eles pela metade ou não cheguei a fazer todos os finais. Enfim, eu sou casual, e se o jogo não me prende, eu não me forço a jogar. Esse desinterece nas coisas não é de agora, mas vem mudando de uns tempos pra cá.

Mas, com o tempo, eu comecei a notar um padrão: em jogos como Super Mario, eu me divirto muito mais montando um setup do que precisa pra rodar esses jogos, como emuladores, controles e encontrando as ROMs, do que de fato... jogando. Esse fenômeno não é incomum, e eu já notei que o mesmo acontece com o pessoal que baixa toneladas de mods pra jogar em uma sessão de Minecraft ou Skyrim, abrem o jogo, fazem rodar, jogam por 30 minutos, e fecham pra nunca mais abrir.

Essa, talvez, seja uma das provas de que a jornada da vida é mais legal do que desfrutar de suas conquistas. É a ânsia de ter e o tédio de possuir.